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Corte do salário pega parte dos funcionários do Corinthians de surpresa
09/06/2020 13:48 em NACIONAL

No fim de abril, o Corinthians definiu que faria um corte de 50% a 70% nos salários de seus funcionários com o intuito de evitar demissões e tentar controlar as contas, estas fortemente atingidas pela paralisação do futebol em consequência da pandemia do coronavírus.

À época, os dirigentes explicaram que a redução não afetaria àqueles que recebiam até R$ 3 mil. A informação passou a sensação de segurança para este grupo de empregados.

 

Mas, na verdade, a redução não teve exceções. Todos foram atingidos, inclusive os que que recebem até R$ 3 mil. A situação gerou surpresa e preocupação nessas pessoas, conforme relatos ouvidos pela Gazeta Esportiva.

Ao ouvir também dirigentes competentes pelas diretrizes adotadas pelo clube, a reportagem apurou que o Corinthians tem honrado com sua parte nos pagamentos, que vão de 30% a 50% dos vencimentos.

Os funcionários em questão devem receber outra parte por meio do auxílio emergencial do Governo Federal, previsto na Medida Provisória 936/20. Este auxílio usa como base o cálculo do seguro-desemprego de cada um, ou seja, a porcentagem sobre a média do salário nos últimos três meses.

Há um fator importante neste ponto que explica o motivo do Corinthians ter garantido há pouco mais de um mês que os funcionários com os menores salários não seriam atingidos.

A Gazeta Esportiva apurou que o clube pretende completar o salário de quem ganha até R$ 3 mil. Este complemento não está previsto na Lei e tira qualquer obrigatoriedade do Corinthians. Mesmo assim, internamente há a intenção e o reforço da tese de que as pessoas que recebem até R$ 3 mil não vão sofrer com cortes.

Por exemplo, pela Lei, se um empregado do Corinthians ganha R$ 3 mil e o corte foi de 70%, como é o caso da maioria neste momento, o clube então passaria a pagar R$ 900.

Supondo que este mesmo funcionário tenha direito a receber R$ 2 mil pelo cálculo do seguro desemprego, aplicaria-se 0.7 sobre os R$ 2 mil, o que resultaria em um pagamento a ser feito pelo Governo de R$ 1,4 mil.

Somados os montantes que este funcionário receberia, o valor seria de R$ 2,3 mil, e equivaleria a uma redução de R$ 700 em relação ao seu salário integral. E é esta parte, variável entre cada funcionário, que o Corinthians promete bancar para que os empregados desta faixa não sofram qualquer corte de receita.

A dinâmica dos pagamentos deve acontecer de maneira segmentada. O clube deposita sua parcela e os funcionários recebem o compromisso do Governo em outra data e de maneira direta, sem participação do empregador. Na sequência, o Corinthians faz o complemento, sempre após o depósito do Governo.

Nessa segunda-feira, o clube admitiu que deve três meses de salários a jogadores do time principal e que pretende quitar tudo assim que receber do Benfica o valor referente a venda de Pedrinho.

Na próxima quarta, uma reunião entre representantes dos clubes e a Federação Paulista de Futebol deve selar um protocolo final para o retorno do futebol, que dependeria então apenas da autorização do Governo Estadual a partir disso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte.gazeta

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